Nome : Jackson, Daiane e Leonardo
Truma :112 nº: 04, 20, 29
Depoimento:
Livros, Leitura e Literatura
A leitura é uma maneira de você adquire Conhecimento e Cultura.Você pode usar a leitura para entretenimento ou até mesmo como meio de informação. Álem de ser muito interressante ela faz muito bem para exercitar a mente.
Os livros são algo muito interresante, pois com ele pode-se transmitir diversos conhecimentos até sentimentos em suas histórias. Existem vários tipos de livros, de vários gostos e histórias. Nós particularmente gostamos de livros Com temas de histórias medievais por exemplo, O Senhor Dos Anéis.
A Literatura é uma arte em que o artista que a faz, onde sai da realidade e é transmitida através de suas palavras frases e textos Onde é dividida em gêneros:
Gênero Lírico, Gênero Dramático, Gênero Épico, Gênero Narrativo.
DUENDES
Dois garotos entram no ônibus sorrindo. Saíram da escola e pretendem incomodar todo mundo antes de chegarem em casa. Estou com sono e sem paciência. Rogo silenciosamente ao motorista para que ele acelere mas ele não ouve mais que o trânsito lá fora. Droga! Vai ser mais uma viagem daquelas. Um amigo meu vive dizendo que morar no subúrbio tem certas vantagens. Por mais que tente não consigo enumerar mais que duas, o preço do aluguel e o bom humor do povão.
- Então, rapaz... Você não acredita? Quer ver?
- Você aí dona – dirigindo-se à doméstica que folgava em chegar tarde em casa por causa do marido alcoólatra- já foi a um enterro de anão?
- Não.
- E você camaradinha – dirigindo-se ao baiano sentado no banco do lado oposto do corredor – já bebeu algum anão?
- Não – rindo.
-E você manovelho – dirigindo-se a um coroa careca calado desde o centro da cidade – já rezou missa de sétimo dia para anão?
Nunca.
- Ô motorista – gritando tão alto, que estremeci e acordei de vez – já carregou a alça de algum anão?
- Nem pensar.
E assim foi perguntando a todo mundo isto e aquilo, sempre referindo-se às exéquias anãs. Nada, ninguém nunca tinha sequer visto um círio aceso em benefício de defunto tão pequeno. Quando senti que chegara minha vez de ser inquirido, franzi o senho tentando desviar a pergunta, mas não adiantou.
- E você, dorminhoco, já dormiu em velório de anão?
- Não. Entretanto...
Ia tecer um longo comentário sobre minhas impressões acerca do assunto, mas fui rispidamente censurado pelo garoto. Obviamente ele não queria saber qual a proporção de anões em relação à população brasileira, seus hábitos, onde se concentram
- O trocador, quantas anãs você já enterrou no seu quintal?
- Vá amolar outro moleque.
Nem bem fecho os olhos e a imagem de um cortejo fúnebre começa a se formar. Os parentes diminutos, a dor da viúva diminuta... Cinco homens adultos suspendem o caixão e o órfão, que insiste em carregar o pai à eterna e diminuta morada. As velas de metro e meio maiores que a maioria dos membros da família do morto. Os cavalinhos de carrossel seguindo em fila indiana para o cemitério, cada um levando pelo menos dois passageiros...
Então mano velho. É o que eu digo. Anão não morre.
- Você conhece algum médico que tenha atestado a morte de um anão?
- Não – respondeu o outro.
- Já viu o atestado de óbito de um anão?
- Não
- Já viu a lápide de um anão?
- Não gosto de cemitério.
- Já foi assombrado por um fantasma anão?
- Arre. Cruz credo.
- Então... Não está vendo, é o que digo. Anão não morre, vira duende.
Duende? Acordo novamente num sobressalto. É claro que não. O garoto só pode estar enganado.
- Discordo – arrisco, tentando participar do diálogo.
- E alguém lhe perguntou algo, velho.
Desisto. Já não tenho mais idade para ficar batendo boca com um fedelho. Mas que ao morrer anão não vira duende, não vira não. Vira é gente grande. É... A única oportunidade em que merece a devida atenção é ao morrer. Quando está vivo só tem direito à piadinhas de mal gosto, à brincadeiras sem graça das moçoilas prendadas e dadas, à discriminação no mercado de trabalho, à toda sorte de preconceitos. Pensando bem... Até que não seria má idéia Deus transformar os anões em duendes. Quem sabe assim eles poderiam infernizar a vida dos cretinos que se divertem às suas custas.
Fábio Ribeiro